DISCUSSÃO SOBRE TECNOLOGIAS E MÁQUINAS DE AUTOATENDIMENTO, e outras temáticas
AS MÁQUINAS DE AUTOATENDIMENTO
Diálogo entre dois sociólogos, observadores dos efeitos das novas tecnologias sobre a sociedade humana, e que discutem sobre o futuro do trabalho e dos empregos, com o avanço das tccnologias e das máquinas de autoatendimento de serviços em aeroportos, rodoviárias e outras instituições, não levando em conta idosos e pessoas de pouca formação, para manipularem tecnologias inovadores do atendimento.
Diálogo: O Futuro do Trabalho na Era da Automação
Personagens:
- Dr. Ricardo Almeida – sociólogo especializado em tecnologia e mercado de trabalho.
- Dra. Helena Martins – socióloga pesquisadora das transformações sociais contemporâneas.
Ricardo: Helena, você já percebeu como os aeroportos, rodoviárias, bancos e até hospitais estão substituindo funcionários por máquinas de autoatendimento?
Helena: Sim, e essa transformação parece estar apenas começando. O avanço da inteligência artificial, dos aplicativos e dos terminais digitais está mudando profundamente a maneira como as pessoas acessam serviços.
Ricardo: Os defensores dessas tecnologias afirmam que elas aumentam a eficiência, reduzem custos e agilizam os processos. Em muitos casos, isso realmente acontece.
Helena: Sem dúvida. Hoje é possível fazer check-in em um aeroporto, comprar passagens, emitir documentos e obter informações sem a presença de um atendente humano. Porém, a questão sociológica é mais ampla: o que acontece com os trabalhadores que realizavam essas funções?
Ricardo: Essa é a grande preocupação. A automação elimina determinadas ocupações enquanto cria outras. O problema é que os novos empregos geralmente exigem qualificações técnicas mais elevadas do que as funções substituídas.
Helena: Exatamente. Observamos uma crescente demanda por programadores, analistas de dados, especialistas em inteligência artificial e técnicos de manutenção de sistemas automatizados. Ao mesmo tempo, diminuem as vagas em atendimento presencial, recepção e serviços administrativos básicos.
Ricardo: Alguns economistas acreditam que a história se repetirá. Durante a Revolução Industrial, muitas profissões desapareceram, mas outras surgiram. Talvez estejamos diante de um processo semelhante.
Helena: A diferença é a velocidade. As mudanças atuais acontecem em poucos anos. As empresas conseguem automatizar setores inteiros rapidamente, o que reduz o tempo disponível para adaptação dos trabalhadores.
Ricardo: Também me chama a atenção a crescente autonomia das máquinas. Os sistemas já não apenas executam tarefas repetitivas; eles analisam informações, fazem recomendações e tomam decisões operacionais.
Helena: Isso pode transformar profundamente o conceito de emprego. Em vez de realizar atividades mecânicas, os trabalhadores poderão concentrar-se em funções criativas, estratégicas e relacionais. No entanto, nem todos os setores conseguirão absorver essa mudança da mesma forma.
Ricardo: Você acredita que veremos uma redução significativa da jornada de trabalho no futuro?
Helena: É possível. Se a produtividade continuar aumentando graças à automação, a sociedade poderá discutir modelos de trabalho com menos horas semanais. Mas isso dependerá de decisões políticas e econômicas, não apenas tecnológicas.
Ricardo: Então o verdadeiro desafio não é a tecnologia em si, mas a forma como a sociedade administra seus efeitos.
Helena: Exatamente. As máquinas podem gerar riqueza, eficiência e conforto. A questão central é saber, quem se beneficiará desses ganhos, e como serão distribuídas as oportunidades de trabalho.
Ricardo: Em outras palavras, o futuro não será determinado apenas, pelos avanços tecnológicos, mas pelas escolhas sociais que fizermos.
Helena: Concordo plenamente. A tecnologia continuará avançando. O desafio será construir uma sociedade, capaz de aproveitar seus benefícios sem ampliar desigualdades, e sem transformar milhões de trabalhadores em meros espectadores das mudanças.
Ricardo: Uma tarefa complexa, mas indispensável para o século XXI.
Helena: E que certamente continuará sendo objeto de estudo para os sociólogos das próximas gerações.
03 de junho de 2026
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OS AMIGOS ARCHIBALDO E GERALDO
Archibaldo era um sujeito tranquilo, pacato, gostava de boas conversas, e tinha um hábito interessante: sempre pontuava alguma observação com aforismos, provérbios e citações latinas. Seu amigo Geraldo, vizinho de alma, admirava a precisão dessa sabedoria, sempre oportuna, ou nem sempre. Eram velhos amigos e todas as tardes, no pequeno Bar Camões, do português Joaquim, eles estavam lá numa conversa interminável. Joaquim, já bem abrasileirado, gostava da erudição dos aforismos da curiosidade dos provérbios e das citações latinas, citados por Archibaldo, que considerava de alta cultura e sabedoria. Estava sempre próximo, e algumas vezes dava um palpite, nem sempre muito coerente ou oportuno.
Aforismos mais famosos:
O coração tem suas razões, que a razão não conhece. (Pascal)
Pouca coisa nos consola, porque pouca coisa nos aflige. (Blaise Pascal)
Fazer pare da sociedade é uma amolação, mas estar excluido dela é uma tragédia (Oscar Wilde)
Os tolos e os ignorantes entregam-se a negligência, mas o sábio mantém a diligência como seu melhor tesouro. (Buda)
O real não está na saída, nem na chegada, ele se dispõe para a gente é mno meio da travesia. (João Guimarães Rosa)
Quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade, (idem)
Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende. (idem)
Não há regra ppublica que valha uma b oa alegria particular. (Machado de Assis)
Se os mortos vão depressa, os velho ainda vão mais depressa que os mortos. (idem)
Há sempre alguma loucura no amor, mas também há sempre alguma razão na loucura. (Nietzsche )
Grande no homem, é ser ele uma ponte e não um objetivo. (idem)
Todas as verdades silenciadas, tornam-se venenosas. (idem)
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PROVÉRBIOS
A César o que é de César, a Deus o que é de Deus
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
A pressa é inimiga da perfeição
A noite todos os gatos são pardos
Antes só do que mal acompanhado
As aparências enganam
A voz do povo é a voz de Deus
Cada macaco no seu galho
Quem sai aos seus não degenera
Nem tudo que reluz é ouro
Papagaio que acompanha joão-de-baCarro virfa ajudante de pedreiro
Cada um sabe onde o sapato aperta
Quem é vivo sempre aparece
Quem espera sempre alcança
Caiu na rede, é peixe
Casa de ferreiro, espeto de pau
Cachorro que ladra, não morde
A cavalo dado não se olha os dentes
De grão em grão a galinha enche o papo
De médido e de louco todo mundo tem um pouco
Deus ajuda quem cendo madruga
Deus escreve certo por linhas tortas
Diz-me com quem andas e eu te direi quem és
É dando que se recebe
Em terra de cego quem tem um olho é rei
Escreveu, não leu; o pau comeu
Filho de peixe, peixinho é
Gato escaldado tem medo de água fria
Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando
Mentira tem perna curta
O barato sai caro
Onde há fumaça há fogo
O seguro morreu de velho
Para bom entendedor, meia palavra basta
Para baixo todo santo ajuda
Pimenta nos olhos dos outros é refresco
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quem ama o feio, bonito lhe parece
Quem canta seus males espanta
Quam casa quer casa
Quem com ferro fere, com ferro será ferido
Quem se mistura com porcos, farelo come
Quem não tem cão, caça com gato
Quem pode, pode; quem não pode, se sacode
Quem ri por último, ri melhor
Quem semeia vento, colhe tempestade
Quem tem boca vai a Roma
Saco vazio não para em pé
Uma andorinha sozinha não faz verão
Um dia é da caça, outro do caçador
Todos os caminhos levam a Roma
Santo de casa não faz milagre
Quem não chora, não mama
O pior cego é o que não quer ver
Quem fala o que quer, ouve o que não quer
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe
De pequeno é que se torce o pepino
Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço
Passarinho que acompanha morcego, acorda de cabeça para baixo
Quem conta um conto, aumenta um ponto
Águas passadas não movem moinho
O diabo não é tão feio quanto se pinta
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03 de junho de 2026
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