A ROTINA DA BRUTALIDADE: UM MUNDO SILENCIOSO E OBSCURO Escrever um conto sobre um policial, cuja consciência, atormentada com a violência da sua rotina de trabalho, em que convive com a barbárie cotidiana de criminosos, onde se vê obrigado a participar de um mundo onde a crueldade, revela atrocidades inimagináveis pela sociedade, onde os princípios de convivência social seguem as regras do respeito a legalidade. Claro. A proposta comporta um conto de atmosfera sombria, psicológica e realista , centrado menos na ação policial e mais no desgaste moral de quem é obrigado a testemunhar aquilo que a sociedade normalmente não vê. A ROTINA DA BRUTALIDADE: UM MUNDO SILENCIOSO E OBSCURO Às cinco e vinte da manhã, o policial ainda estava sentado dentro da viatura. O motor permanecia desligado. As luzes do painel, acesas, iluminavam fracamente o interior do carro, projetando sobre seu rosto uma tonalidade azulada, quase cadavérica. Ele segurava o volante com as duas mãos. Não havia trânsit...
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